24 janeiro 2016

Jorginho prevê bom ano após ver o Vasco ganhar respeito e confiança

O técnico Jorginho chegou ao Vasco em agosto do ano passado com a difícil missão de livrar o time de São Januário do seu terceiro rebaixamento do clube Série B. A equipe carioca cresceu, se recuperou, pulou de 13 para 41 pontos no fim do Brasileirão, mas o sonho de manter o time na elite do futebol brasileiro não foi alcançado. Apesar ainda lamentar o resultado final da última temporada, o treinador cruz-maltino faz questão de exaltar a mudança no comportamento dos seus jogadores e, agora, espera por um ano mais tranquilo ao Gigante da Colina em 2016 (assista ao vídeo).

- Acho que vivi muito tempo como atleta, sabia o que era necessário. Ao chegar ao Vasco, percebi que, além de outras características que precisavam ser trabalhadas, tinha a questão de acreditar no potencial. Uma pessoa sem confiança pode errar mais. O lateral não cruza bem, o meio-campo não tem um bom passe, faz a coisa mais simples, o atacante não chuta. Tudo isso foi um trabalho que a gente fez. Não fiz sozinho. Esses 43 jogadores, um plantel grande, estavam inseridos no mesmo sonho. Não conquistamos o sonho, mas conquistamos o respeito de adversários. Quando cheguei, perdi quatro jogos, inclusive de 6 a 0 para o Internacional. As equipes não respeitavam o nosso time. Com paciência, percebi com quem a gente poderia contar e a coisa mudou completamente. Os jogadores ganharam confiança. Foi uma mudança radical na equipe - afirmou Jorginho - disse ao "Tá na Área"
Jorginho, técnico do Vasco (Foto: Reprodução SporTV)Jorginho, técnico do Vasco, falou sobre futebol e família ao "Tá na Área" (Foto: Reprodução SporTV)




Jorginho disse que ficou surpreso com Nenê, que chegou ao clube durante o Brasileirão e acabou virando o principal jogador na reta final da competição. O técnico destacou ainda a recuperação do lateral-esquerdo Julio Cesar, que pouco jogou antes da sua chegada. 

- Todo mundo sabia o potencial do Nenê, só não sabia se ele voltaria ao Brasil, manteria essa qualidade técnica e se adaptaria tão rapidamente. Eu peguei um jogador no banco, o Julio Cesar. Ele cresceu muito, fez gols, foram dois comigo. Ele estava desacreditado, o Christiano era o titular, mas tomou a vaga e foi muito bem. Para mim, foi uma grande alegria saber que um jogador acima dos 30 anos não está acabado - disse.

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